Número de psicultores deve crescer em MT após projeto de regularização

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

A criação de peixe de tanque no estado tem crescido nos últimos anos e Mato Grosso é o 5º maior produtor do país. Mas a clandestinidade ainda preocupa o setor, por isso foi aprovado um projeto para incentivar a regularização dos pequenos produtores.

Para um produtor investir na psicultura requer um investimento considerável, mesmo que o espaço destinado para a criação dos peixes seja pequeno. De acordo com a presidente da Associação Mato-grossense de Psicultura, Maria da Glória Chaves, o investimento apenas para a legalização do trabalho gira em torno de R$ 12 mil.

Como para a regularização dos tanques o valor é alto, muitos criadores trabalham na clandestinidade. Por isso, a medida abrange psicultores com até cinco hectares de lâmina d´água em tanque escavado e represa ou que tenham até mil metros cúbicos de água em tanque rede. Esses produtores ficariam dispensados do licenciamento ambiental e do pagamento de taxas de registro, mas devem preencher o cadastro ambiental rural.

Para o projeto atender os produtores, o estado terá que disponibilizar técnicos capacitados e a infraestrutura para elaborar projetos que atendam as pequenas propriedades. “Com isso, acredito que mato grosso dará um salto na estatística. Acredito que vai aumentar mais uns 15 mil produtores”, afirmou Maria Chaves.

José Domingos Fraga, secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf) afirmou que o projeto vai ajudar os produtores. “Ele [projeto] vai fazer com que a psicultura mato-grossense, em especial a oriunda da agricultura familiar, possa ser muito mais competitiva”,disse. Fraga admitiu que a Empaer, que dá assistência aos psicultores, não tem servidores para prestar o serviço. “Nós necessitamos da reestruturação da Empaer para que possa trabalhar com toda a cadeia da psicultura”, finalizou.

Ao todo, o estado produz 33 mil toneladas por ano. Segundo a Associação Mato-grossense de Psicultura, esse número poderia ser ainda maior, se o custo para legalizar a psicultura não fosse considerado tão alto.

Fonte: G1