Ferramenta apoia projetos em adaptação

terça-feira, 1 de março de 2016

Uma nova ferramenta ajudará o terceiro setor a desenvolver ações de adaptação à mudança do clima. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, nesta segunda-feira (29/02), uma metodologia de apoio à elaboração de estratégias em adaptação à mudança do clima, voltada para organizações da sociedade civil. O objetivo é incluir, na gestão dessas entidades, estratégias para lidar com os impactos da mudança do clima.

A medida se traduz em uma ferramenta de planejamento em que a organização conseguirá descobrir as melhores ações de acordo com as suas necessidades. Os nove passos propostos possibilitam a análise dos possíveis impactos da mudança do clima nos seus projetos. Assim, será possível definir estratégias de adaptação para cada impacto verificado em consonância com as prioridades e realidades locais.

Construção

A ferramenta faz parte do projeto Adaptação à Mudança do Clima na Economia Brasileira (Economy-Wide Adaptation to Climate Change), implementado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o MMA e o United Kingdom Climate Impacts Programme (UKCIP) da Universidade de Oxford, com o apoio da Embaixada Britânica. Oito organizações da sociedade civil participaram por meio da rede do Observatório do Clima do processo de construção: Engajamundo, Fundação Boticário, Habitat para a Humanidade Brasil, ICLEI, SPVS, WRI, WWF e IPAM.

A gerente de programas da ONG Habitat para a Humanidade Brasil, Mohema Rolim, afirma que a ferramenta pode ajudar na elaboração dos diagnósticos das comunidades a serem beneficiadas pelos projetos da organização, destinados a moradias para famílias em condições de pobreza. “Ao incluirmos as previsões de vulnerabilidades dessas comunidades às mudanças do clima, garantiremos, a esses jovens, salubridade, segurança e tudo que um lar precisa ter”, destacou.

Presente ao lançamento da ferramenta no auditório Ipê Amarelo, no Ministério do Meio Ambiente, a representante do Observatório do Clima e da Fundação Grupo Boticário, Juliana Ribeiro, chama a atenção para abrangência da ferramenta. “Queremos levar para o máximo de organizações possível, mostrando que não precisa ter atuação direta em clima ou meio ambiente para usá-la”, destaca.

Ascom/MMA