México: perda de animais por cama de frango intoxicada pode chegar a 2 mil cabeças

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A cidade de Cavillo, no México, presenciou a morte de quase 2 mil cabeças de gado causada pelo consumo de “pollinaza” (cama de frango) que estava intoxicada. Enquanto no Brasil essa prática é proibida desde 2009, o esterco de galinha ainda é uma fonte de alimento para ruminantes amplamente utilizada no México.

Javier Nunez Luevano, prefeito de Calvillo, lamentou e pontuou que estão muito preocupados com o que estão vendo. “Desde que tivemos os primeiros relatos desta situação, estamos coordenando um esforço coletivo para localizar os 60 produtores afetados”, completou ele.

Enquanto o governo mexicano se movimenta para proibir o consumo de carne derivada dos animais que consumiram o alimento intoxicado, a secretária de governo tem entrado em contato com os frigoríficos para não receber esse material. “Infelizmente, acreditamos que este mal vai durar de 10 a 12 dias”, disse ela. O chefe do Ministério do Desenvolvimento Agrário informou que um único produtor da capital perdeu 700 cabeças, o que resulta em muitos danos.

De acordo com o Departamento de Nutrição Animal e Bioquímica da Universidade Nacional Autônoma do México, a principal suspeita é que o alimento estava contaminado por toxinas botulínicas. Segundo eles, análises feitas mostraram resultados positivos para a toxina e outros estudos estão sendo realizados.

No Brasil, o IMA, órgão veiculado à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), alerta os produtores para que verifiquem – antes de alimentar seus animais com ração, concentrados ou suplementos proteicos – se no rótulo desses produtos não se encontram os dizeres: “Uso proibido na alimentação de ruminantes”. Também é importante guardar os comprovantes e notas fiscais relacionados à aquisição de rações, concentrados, suplementos proteicos e também matérias-primas (caso a ração seja preparada na propriedade).

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