Coordenação do Sigera faz balanço positivo do evento

quinta-feira, 21 de março de 2013

O III Simpósio Internacional sobre Gerenciamento de Resíduos Agropecuários e Agroindustriais (Sigera), realizado de 12 a 14 de março, em São Pedro, terminou com um saldo positivo. Essa é a avaliação feita pelos coordenadores do evento, que contou com a participação de 160 pessoas, entre estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores universitários e profissionais da iniciativa privada. O Sigera foi organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindustrial (Sbera) e teve a copromoção da Embrapa Suínos e Aves, Agência Paulista de Tecnologias dos Agronegócios (Apta), Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz-USP, Ministério da Agricultura do Chile e Universidade de Concepcion do Chile.

Quinze estados brasileiros estiverem presentes no evento, representando as cinco regiões brasileiras. As maiores delegações foram de São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais. O Chile foi o país com a maior delegação (18 pesquisadores). O evento também recebeu pessoas dos Estados Unidos, Canadá, França, Arábia Saudita e Argentina. A diversidade de estados e países mostra que o Sigera já é uma referência nacional e internacional, proporcionando principalmente a troca de conhecimentos e o estabelecimento de parcerias de pesquisa.
Um total de 137 trabalhos foi apresentado, de forma oral ou em pôsteres. A área com o maior número de trabalhos foi a de Pecuária (39,5%), seguida da Agricultura (30,7%) e Agroindústria (29,9%). O eixo temático de “Tecnologias para o tratamento dos resíduos” recebeu o maior número de trabalhos. Também se destacou o eixo “Uso de resíduos como fertilizante”. É política da Sbera disponibilizar os anais do evento em sua página, que estão disponíveis no site www.sbera.org.br.
Nesta edição do Sigera foram oferecidos três minicursos, ministrados por pesquisadores de renome mundial. Andrew Sharpley, da Universidade de Arkansas, enfatizou os potenciais impactos que o uso dos resíduos pode causar quando aplicados de forma incorreta nos solos, destacando que as boas práticas de manejo e a capacitação dos produtores e técnicos são fundamentais para que esse uso se dê de forma correta.
Saqib Mukhtar, da Universidade Texas A&M, apresentou as tecnologias disponíveis para o tratamento dos resíduos pecuários e as condições necessárias para o manejo, bem como o custo de cada tecnologia. Thomas Amon, do Instituto Engenharia Agrícola de Leibniz, abordou um dos temas mais presentes na pauta do agronegócio brasileiro e mundial: a produção de energia a partir dos resíduos. O curso foi focado nas tecnologias de digestão anaeróbia e a viabilidade destas como rota tecnológica para o manejo ambiental dos resíduos.
O presidente do Sigera, Julio Palhares, destacou a importância dos minicursos para o público, que proporcionaram o contato do público com pesquisadores que são referências em suas áreas, fato raro, principalmente, para os estudantes brasileiros. Como nas edições anteriores, a iniciativa privada também se fez presente no III Sigera. Grupos como Cargill, Maggi, JBS e LBR enviaram seus técnicos para interagir com os grupos de pesquisa nacionais e internacionais a fim de conhecer as alternativas que a ciência oferece. Também estiveram presentes produtores rurais e líderes de associações de produtores. O destaque desta edição foi a presença da diretora de Meio Ambiente das Associações de Avicultores e Suinocultores do Chile, Daniela Alvarez. A executiva quis conhecer o manejo e as tecnologias ambientais utilizadas no Brasil. O próximo Sigera irá ocorrer em 2015. De acordo com o presidente da Sbera, Júlio Palhares, o local será definido em assembleia dos sócios em abril deste ano.

Fonte: Sbera