Fiesp estima que crise hídrica afete 60 mil indústrias em São Paulo

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Aproximadamente 60 mil estabelecimentos indústrias da Grande São Paulo e da região de Campinas devem ser afetados pela falta de água no local, o que prejudicaria quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do estado. As informações são do diretor titular do Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Nelson Pereira dos Reis.

As duas regiões prejudicadas representam metade da ocupação profissional na indústria de São Paulo, o que equivale a cerca de 1,5 milhão de empregos. “Não é difícil imaginar o que a escassez de água pode representar para a atividade econômica da indústria na região”, afirmou Nelson Reis.

Para Reis, demissões não estão nos planos a curto prazo, pois conta que a falta de água seja temporária. “[Mas] se a crise se aprofundar e a empresa for obrigada a reduzir sua atividade, por exemplo, ficar um dia sem água, aí começará a impactar e as empresas terão que fazer contas”, ponderou. O diretor explica que, com a crise hídrica, as indústrias precisarão alterar hábitos e procedimentos e que isso afetará competitividade, produtividade e lucro.

A indústria intensificou o reuso da água no processo de produção, além de economizar e reduzir o volume anteriormente utilizado, ao mesmo tempo que a Fiesp estuda o potencial das águas subterrâneas para o setor. Nas áreas de maior concentração de empresas, a ideia é que tenha investimentos para se obter um volume adicional de água, fazendo perfuração de poços artesianos. “Para curto prazo, essas alternativas são as mais viáveis de se fazer”, destacou Reis.

(Agência Gestão CT&I, com informações da Agência Brasil)