No Instituto Butantan, ministro diz que pretende desburocratizar pesquisa

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Em visita ao Instituto Butantan, em São Paulo, nesta sexta-feira (17), o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, afirmou que pretende remover os obstáculos burocráticos para realização de pesquisas.

“O MCTI está realizando um inventário para remover os obstáculos que se antepõem entre a pesquisa e os pesquisadores”, disse, ao lado do diretor do Instituto, o professor Jorge Kalil, e diante de uma plateia de pesquisadores, professores e coordenadores dos laboratórios.

Segundo o ministro, esse levantamento vai listar os casos em que problemas como os de regulação prejudicam o desenvolvimento da ciência no Brasil. A convite do diretor, Aldo percorreu as instalações do campus, conheceu o Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada, a Planta Multipropósito de Vacinas contra Raiva e Dengue, a Central de Estoque de Insumos e Imunobiológicos e a Central de Tratamento de Água Farmacêutica, responsável pela água usada na produção de vacinas.

Kalil fez uma apresentação sobre o funcionamento da instituição e sobre o Instituto de Inovação em Biotecnologia Butantan (IIBB), plataforma de pesquisa e desenvolvimento científico de cooperação que prevê atuação como incubadora de empreendimentos e aceleradora de projetos inovadores do próprio Butantan ou de seus parceiros públicos e privados.

Compromisso

Aldo ressaltou a importância da instituição e seu comprometimento com a sociedade. “O Butantan traz na sua biografia e na sua trajetória o elevado compromisso com o interesse público e nacional. Creio que o MCTI tem que ser o fiador e, em parte, o financiador desses compromissos e desses objetivos”, disse.

O diretor Kalil destacou o fato de o titular do Ministério ser um político, em razão do trânsito que pode ter no governo federal e no Congresso Nacional na busca de avanços para a ciência e a tecnologia. “Sua contribuição é muito importante para nós”, comentou.

O ministro participou da entrega do Prêmio Fundação Butantan, aberto a trabalhos de pesquisa que tenham sido publicados em revista indexada nos dois anos anteriores à edição da premiação. O autor principal pesquisador deve ter vínculo formal com o Instituto ou a Fundação. Os trabalhos são analisados por uma comissão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: MCTI